Blog de comportamento da série O Diário de Dandara

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Nossos re(encontros)

Nossos re(encontros)

Tudo em você faz um conjunto impressionante. É incrível, sabe, eu só escrever sobre isso depois de tantos anos. Naquele dia em julho eu andava tão cansada que a minha cabeça pesava. Não imaginava encontrar sequer um banco vazio, encontrei você e foi pacificador. Começava a fazer sentido aquela coisa de se tornar a pessoa certa ou não. Te encontrei em um olhar. Uma cena de cinema, que seria registrada em plano de detalhe e interpretada por Anne Hathaway, em uma densidade que talvez chumbasse corações por aí. As coisas antes não foram fáceis pelo nosso caminho e talvez seja o motivo desse momento ser tão importante. Meses atrás -que me pareceram anos- eu desejaria um encontro monumental. Nada menos do que o príncipe que toda avó sonha que você encontre e na minha cabeça um italiano com terno bem cortado e uma família invejável pra compensar o fato de eu ser filha única. Mas você é só, bem, você. E eu só sou eu. Com pernas mais grossas do que eu gostaria e linhas de expressão por sempre rir com o corpo inteiro. Durante a tarde toda, chuviscos fizeram do céu um desenho multifacetado. Eu andei até o parque (que convenhamos não é tão bonito) pra encontrar um momento de paz. Eu vestia um casaco por cima do uniforme do colégio e um par de tênis, o cabelo pendendo de tão despenteado que poderiam dizer que eu dormia com gatos. Eu sentei e vi a vida passar, fiquei imóvel por um tempo olhando pro nada e quando caí em mim eu observava você. De todos os atributos que eu imaginei a respeito do homem da minha vida, você reconfigurava todos de um jeito muito melhor com seus defeitos e três jeitos. E você me olhou de volta. De baixo pra cima e de um jeito estonteante que me deixou sem palavras. Logo eu que abrigo um turbilhão de palavras nas linhas de pensamento do meu silêncio. Eu não te desejei pra vida inteira, não imaginei nossos três filhos e nem me questionei se você gostava de ouvir rock, indie ou mpb. Até porque sobre isso tudo eu já sabia. Tudo que eu vi foi eu mesma nos seus olhos. Com uma clareza impressionante, que me fez querer chorar. E você se aproximou, se reapresentou do mesmo jeito que esses caras normais fazem e na nossa conversa agradável e nos nossos risos a gente foi se reencontrando. E foi aí que eu vi:
toda vez que eu te reencontro me reencontro também.

 

Texto escrito por Wal  @walnareal

ilustração por Rita Wainer + Ana Isabel

+ sobre a autora do texto:
Oi, povo! Eu sou a Wal, moro na cidade de Aracaju, tenho 19 anos e sou uma futura estudante de jornalismo. Assim como a Dandara, amo escrever cartas e diários! Nós duas temos muita coisa em comum, porque sou uma pessoa bastante sensível, que presta atenção na vida, nas outras pessoas e aos mínimos detalhes. Também escrevo poemas e outros textos, quem sabe qualquer dia desses, eu compartilhe alguns deles com vocês? Gosto de escrever e falar sobre vários temas, como moda, comportamento, literatura e Maria Ribeiro. Então acho que vamos ter muito assunto para conversar por aqui. Eu estou super feliz em fazer parte dessa equipe, porque me identifiquei demais com a história de Dandara, ela é uma garota incrível que todo mundo deveria conhecer!


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