Blog de comportamento da série O Diário de Dandara

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Tentando caminhar

Tentando caminhar

O que eu aprendo com as dores crônicas da anemia falciforme?

Desde os primeiros dias de minha vida, logo quando eu cheguei, ela estava comigo.

Chorei e ninguém descobriu o motivo, meu corpo que era meu abrigo se tornou o seu também.

E ela apareceu em minha vida, na qual era de dores constantes. O frio! Descobrimos que ele é um inimigo.

Lembro-me  quando eu tentava andar, ainda pequenina, e não conseguia, as pernas doíam muito. Você olhava para mim e sorria quando eu caia. Ah dor cruel!  E novamente eu me levantava, diversas vezes eu tentava e você comigo, me fazendo deixar para mais tarde ou desistir.

Segurando sempre sua mão, sempre ali comigo, nunca me soltou, por isso tive que aprender a ser forte, a ter autoestima e autoconfiança para jamais desistir da vida.

Meus sonhos e planos são grandes e realizarei cada um deles.

As dores vêm, mas não choro mais; desde o início tornou-me mais forte a enfrentar os desafios sem medo, a lutar com todas as forças. Me ensinou a cair para levantar. Você foi toda a força de que eu precisava para continuar seguindo meu caminho. Meu destino depende de mim, mas principalmente de você, minha doce e querida falciforme.

Mãe e pai, hoje eu sei que tudo que consegui em minha vida foi graças a bondade de vocês, ao afeto, carinho e dedicação para com minha pessoa. Se não fosse por vocês eu realmente não saberia como chegar até aqui, onde estou.

Desde pequenina me ensinaram a lidar com a doença, não a enxergando como um problema, mas como parte da vida, parte de mim.

Obrigada mãe! Obrigada pai!

Texto foi escrito por Vanessa Loren  @vaessa_loren

Baseado na experiência real de Vanessa em conviver com os desafios impostos pela anemia falciforme

Créditos da foto: Site pxhere.com

+ sobre a autora do texto: 

Sou Vanessa Loren, tenho 17 anos e moro em São Paulo. Sou chata e legal, alegre e triste, brava e calma, menina e até menino… Em cima do palco sou o que quiser, fujo da minha realidade e vou para uma paralela, mas logo depois volto a ser eu, Vanessa Loren. Sempre tento ser diferente, fora do padrão, não de uma forma extravagante, mas marcante, simpática, aquela pessoa alto astral, fazer pequenos gestos para trazer grandes felicidades; claro que não sou feita apenas de coisas boas, possuo os meus defeitos como todos, mas prefiro mantê-los em segredo… Mas na verdade, as vezes acho que minha cabeça é tão grande por que é muito cheia de sonhos, que ainda vou realizar.

 



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